A produtividade é hoje um assunto recorrente no discurso dos políticos e dos economistas portugueses. Fala-se em melhorar a produtividade nacional no sentido de produzir mais e melhor, tendo como objectivo a oferta de produtos ao mercado a preços mais baixos.
Circuito produtivo típico:
Input
O processo produtivo de uma empresa refere-se á sua capacidade de gerar “produto” ou de agregar valor. A agregação de valor nesse processo vai além da produção, pois depende também de como e em que condições a
empresa compra bens e serviços intermediários e efectivamente vende os bens e serviços que produz. Por exemplo, se a empresa produz mas não vende tudo o que produziu e acumula stocks indesejáveis, também não acrescenta o valor adicionado correspondente a esses stocks.
O conceito de produtividade restrito ao processo de produção aparentemente é mais adequado à avaliação da eficiência de desempenho de empresas que
actuam em “mercados cativos”, ou seja, em mercados de compras e vendas
relativamente fechados à concorrência e com maior grau de controlo por parte da empresa. Esse conceito também tende a enfatizar a importância dos recursos de produção tangíveis (máquinas, instalações,
quantidade de matérias-primas e de trabalho, etc.) no processo produtivo da empresa.
Além disso, a partir desse conceito, as relações entre produtividade e lucro – o objectivo da empresa – dificilmente podem ser directamente estabelecidas.
Com base nesse conceito de produtividade, os aspectos mais relevantes para o desempenho empresarial tornam-se centrados no processo de produção e, portanto, a eficiência do processo produtivo passa a ser determinada e medida fundamentalmente pelos seus aspectos operacionais.